terça-feira, 1 de junho de 2021

Dia Municipal do Historiador, em Várzea Grande

 


Os inúmeros desafios daqueles que escolheram analisar a sociedade através do prisma do conhecimento histórico, muitas vezes vivendo no calor dos acontecimentos e, portanto, influenciados pela plástica da sociedade capitalista de consumo, apontam para a necessidade premente de assumir o compromisso que Paul Veyne registra:

... o historiador não é um colecionador, nem um esteta; a beleza não lhe interessa, a raridade tampouco: apenas a verdade. A história é uma narrativa de acontecimentos verdadeiros. Nos termos desta definição, um facto deve preencher uma condição para ter a dignidade da história: ter acontecido realmente.

Apesar das diversas confusões e imprecisões oriundas do senso comum, a profissão do historiador requer militância, engajamento político no sentido lato, o envolvimento com temas atuais que, de uma maneira ou outra, foram constituídos e construídos historicamente e a nós se apresentam na condição de dilemas ou paradoxos reais.

As maiores dificuldades e dúvidas com as quais nos deparamos é, por incrível que pareça, de ordem conceitual, epistemológica, teórica. Como o desafio de definirmos, por exemplo: “O que é história?”; neste sentindo, para ampliar essa a reflexão, segue contribuição de Julio Aróstegui:

... ha designado tradionalmente dos cosas distintas la História como realidadenla que elhombre está inserto y, por outra parte, elconocimiento y registro de lassituaciones y lossucesos que señalan y manifiestanesainserción.

Nada que arrefeça os nossos ânimos, a construção do conhecimento histórico está a cada dia mais intrinsicamente relacionada com a atuação em campo do historiador/historiadora, no seu cotidiano, tendo sempre em mente o que disse Eric Hobsbawm:

Quase todos os jovens de hoje crescem numa espécie de presente contínuo, sem qualquer relação orgânica com o passado público da época em que vivem. Por isso os historiadores, cujo ofício é lembrar o que os outros esquecem, tornam-se mais importantes que nunca...

Partindo dessa última premissa, o dia 01 de junho é emblemático. O poder executivo de Várzea Grande, em conjunto com a Câmara Municipal, quando da Lei n.º 4.279/2017 que instituiu o Dia Municipal do Historiador e criou o Prêmio Amigo da História no município, emite a senha de que, assim como a edificação de equipamentos públicos para abrigar os CMEIs, EMEBs, UBSs, PSFs, UPAs, áreas de lazer, malha asfáltica, ações sociais, tratamento de água e esgoto, regularização fundiária e demais serviços públicos, reconhece, concretamente, o que sentencia Edward Hallet Carr:

É comum dizer-se que os fatos falam por si. Naturalmente isso não é verdade. Os fatos falam apenas quando o historiador os aborda: é ele quem decide quais os fatos que vêm à cena e em que ordem e contexto.

Com o Dia do Historiador, a Lei ainda reconhece as produções de historiadores que se destacam em exposições de painéis, quadros, artigos, fotografias e demais publicações que resgatam fatos históricos, políticos, curiosidades, celebridades ou mesmo pessoas comuns que fazem parte da história do município.

Já em âmbito estadual, o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, promulgou a Lei n.º 11.195, de 24 de setembro de 2020, de autoria do deputado Wilson Santos, instituindo o Dia Estadual do Historiador, celebrado anualmente no dia 27 de julho.

Por isso, saliento a importância de se registrar que a Lei em questão foi promulgada pela então prefeita Lucimar Sacre de Campos, com a aprovação dos vereadores do município, sob a presidência do vereador Fabio Tardin (Fabinho).

A valorização do profissional de história, bem como seu metier, passa por uma visão ampla e requer reconhecer o papel do historiador/historiadora para se compreender as relações que as sociedades históricas mantêm com seu passado e o lugar que a história ocupa no seu presente.

Esse dia ficará na História.

César Delgado, historiador e membro do Conselho Municipal de Cultura de Várzea Grande.


terça-feira, 25 de maio de 2021

Prefeito Kalil Baracat nomeia Conselho Municipal de Cultura de Várzea Grande

 


Por meio de Decreto Municipal, o prefeito Kalil Baracat (MDB) nomeou em 13 de maio de 2021 os membros do Conselho Municipal de Cultura, seguindo orientações da Lei Orgânica do Município, com membros da Administração Municipal, da Câmara de Vereadores e representantes de segmentos culturais de Várzea Grande.

 

O Conselho Municipal de Cultura de Várzea Grande terá mandato de 2 anos e é formado por 12 servidores municipais, 2 servidores da Câmara Municipal, 2 representantes do artesanato e uma entidade do segmento, 2 representantes da música e uma entidade do segmento, e representantes das artes cênicas e uma entidade do segmento, 2 representantes da literatura e uma entidade do segmento, 2 representantes da cultura popular e uma entidade do segmento, 2 representantes afrodescendentes e uma entidade do segmento, 2 representantes das artes gráficas e visuais e uma entidade do segmento.

 

A função de Conselheiro Municipal de Cultura não é remunerada, e o Conselho terá como finalidade contribuir com a elaboração de políticas culturais em Várzea Grande e ampliar a interlocução com os segmentos culturais organizados no município.

 

Confira a relação dos membros do Conselho Municipal de Cultura de Várzea Grande:

 

MEMBROS TITULARES
 
Joílson Marcos da Silva — SEC. MUN. DE EDUCAÇÃO, CULTURA, ESPORTE E LAZER
Wanderson Magalhães Farias — SEC. MUN. DE EDUCAÇÃO, CULTURA, ESPORTE E LAZER
Augusto Cesar Delgado — SEC. MUN. DE DESENV. URBANO, ECONÔMICO E TURISMO
Jane Cássia Duarte Ventura — SEC. MUN. DE COMUNICAÇÃO SOCIAL
Glaucy Kelly Enciso Silva — SEC. MUN. DE MEIO AMBIENTE DESENV. RURAL
Andrea Luciana de Arruda — SEC. MUN. DE ADMINISTRAÇÃO
Jerônimo de Carvalho Neto — CÂMARA MUNICIPAL
Celso Kiyoshy Hazama — ARTESANATO
Mayhara Patrícia Silvia Correa — MÚSICA
José Diaz de Souza — ARTES CÊNICAS
Albertina Aparecida Alves — LITERATURA
Celi Minas Novas — CULTURA POPULAR
Rosivane Castanho — ORGANIZAÇÃO AFRODESCENDENTES
Clair Inês Tombini Velozo — ARTES GRÁFICAS E VISUAIS
 
MEMBROS SUPLENTES
 
Maria Alice de Barros — SEC. MUN. DE EDUCAÇÃO, CULTURA, ESPORTE E LAZER
Tarcísio Santos Silva — SEC. MUN. DE EDUCAÇÃO, CULTURA, ESPORTE E LAZER
Maria Silva de Arruda — SEC. MUN. DE DESENV. URBANO, ECONÔMICO E TURISMO
Rafaela Maximiano — SEC. MUN. DE COMUNICAÇÃO SOCIAL
Leandro Luiz da Silva — SEC. MUN. DE MEIO AMBIENTE DESENV. RURAL
Eliete Bondespacho da Silva — SEC. MUN. DE ADMINISTRAÇÃO
Gisela Aparecida de Barros — CÂMARA MUNICIPAL
Cíntia Paulo Trelli Teixeira — ARTESANATO
Jucilda Auxiliadora da Silva — MÚSICA
Luciana Dias Souza — ARTES CÊNICAS
Maria Eliana de Oliveira — LITERATURA
Célia Minas Novas — CULTURA POPULAR
Luiz Paulo do Nascimento — ORGANIZAÇÃO AFRODESCENDENTES
Eduvaldo Bueno Velozo — ARTES GRÁFICAS E VISUAIS
 
ENTIDADES
 
Arca Multicubadora — ARTESANATO
Associação Caminhando para Mais um Sonho - ACAMIS — MÚSICA
Associação Social Civil Abaiuc-Asca — ARTES CÊNICAS
Centro Popular Dorcelina Falador — LITERATURA
Associação das Manifestações Folclóricas de Mato Grosso-AMFMT — CULTURA POPULAR
Instituto Semente Brasil — ORGANIZAÇÃO AFRODESCENDENTES
Associação dos Artistas, Compositores, Músicos e Produtores — ARTES GRÁFICAS E VISUAIS


Instituto Histórico e Geográfico de Várzea Grande

            Aconteceu no último dia 14 de outubro, a posse da nova Diretoria do Instituto Histórico e Geográfico de Várzea Grande. Cesar Del...